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Padre Landell de Moura, um cientista

Padre Landell de Moura, um cientista

A história de hoje vai contar a proeza de um brasileiro fantástico, mas infelizmente, por anos, ele não foi nada ilustre em nossa história. Trata-se do verdadeiro INVENTOR DO RÁDIO ( Lá vem o leitor dizendo que eu estou enganado, pois ele aprendeu nos livros de história que trata-se do Italiano Guglielmo Marconi...peço calma e leia a história até o final). Trata-se do gaúcho ROBERTO LANDELL DE MOURA que nasceu em Porto Alegre em 1861 e tinha outros objetivos além de sua vocação sacerdotal, em uma entrevista a um jornal americano, Landell disse: “Eu quis mostrar ao mundo que a Igreja Católica não é inimiga da ciência ou do progresso humano” e ele conseguiu! No dia 3 de junho de 1900, a Avenida Paulista de São Paulo presenciou uma cena que deveria ter entrado para a história. Lá, Padre Roberto Landell de Moura, reuniu a imprensa e autoridades para demonstrar publicamente um experimento científico. Landell, por meio de um aparelho inventado por ele, enviou sinais telegráficos e transmitiu a voz humana a uma distância de 8 km – sem o auxílio de fios – por ondas eletromagnéticas, algo sem precedente na história e extremamente avançado à época. Nessa época, a transmissão por fio já estava dominada e cientistas do mundo todo buscavam a transmissão via ondas eletromagnéticas, ou seja, sem o uso de fios. As descobertas do sacerdote-inventor foram divulgadas pelos principais jornais daquela época, no entanto, padre Landell não conseguiu nem patentear nem produzir comercialmente seus inventos no Brasil: o “teletíton” (telégrafo sem fio), o “teleauxiofone” (telefonia com fio, microfone e alto-falante), o “transmissor de ondas”, o “edífono” (purificador de voz) e o “caleofone” (intercomunicador de voz). Decepcionado com a falta de apoio e a pouca receptividade de suas descobertas no Brasil, o padre foi aos Estados Unidos, onde, em 1904, solicitou e obteve a patente de três de suas invenções: o transmissor de ondas, o telégrafo sem fio e o telefone sem fio. Mas foi o cientista italiano Guglielmo Marconi que ficou com a fama – e o Nobel de Física – por ter realizado o feito. Porém, documentos e correspondências oficiais do período revelam e comprovam que, antes de Marconi, o padre Landell de Moura já havia desenvolvido o telégrafo sem fio e o telefone sem fio. O Padre Roberto Landell de Moura faleceu de tuberculose, aos 67 anos, em 30 de junho de 1928 em uma cama do Hospital Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre-RS e era quase um anônimo. Hoje sabe-se que jazia ali não apenas um homem da fé, mas também da ciência: suas contribuições permeiam os avanços da telecomunicação até hoje. Finalmente em 2012, por ocasião dos 150 anos de seu nascimento, o Padre Landell de Moura teve seu nome inscrito no LIVRO DOS HERÓIS DA PÁTRIA, através da Lei Nº 12.614, sancionada pela Presidência da República Federativa do Brasil. Justa homenagem a este cidadão injustiçado pela história.

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