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O Monstro Labatut

O Monstro Labatut

Estava pouco inspirado à escrever, até que escutei uma conversa de minha filha com meu filho sobre a natureza dos monstros e enquanto eles assistiam um filme, ela soltou uma frase “Nós criamos nossos próprios monstros mano, eles nascem de nossos maiores medos” e está foi minha inspiração para contar uma história. No Ceará e no Rio Grande do Norte, desde o século XIX, há registros de histórias contadas por populares sobre um terrível monstro, muito mais voraz que o Lobisomem e era chamado LABATUT . O folclorista Martins de Vasconcelos, em 1918, registrou estas histórias em diversos lugares destes dois estados e a narrativa era sempre similar, pois tratava-se de um monstro que percorria as cidades à noite para saciar a fome. A descrição do monstro é que ele tinha pés redondos, corpo peludo, mãos e cabelos compridos. Intrigado com estes relatos, o outro folclorista, Câmara Cascudo, investigou o monstro LABATUT e chegou a conclusão que estas histórias, cultivadas no imaginário popular tinha uma reminiscência do militar francês PEDRO LABATUT, que foi oficial de Napoleão Bonaparte na França e depois lutou ao lado de Simon Bolivar pela independência das colônias espanholas na América do Sul e após o fim destes conflitos ele foi incorporado ao Exército Imperial Brasileiro onde ganhou a patente de Marechal. Sua má fama surgiu entre 1832 e 1833, no Ceará, quando reprimiu a chamada Revolta de Pinto Madeira, onde Joaquim Pinto Madeira se insurgiu contra o período regencial e contra as mudanças impostas após a abdicação de D. Pedro I. Considerado valente e furioso e a desproporcional violência usada na repressão dos rebeldes, fez com que o Marechal Labatut ficasse temido entre os locais, e virou monstro na boca do povo... Com certeza nós criamos nossos próprios monstros.

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