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Nem tudo que reluz é ouro...

Nem tudo que reluz é ouro...

A história do dia vai abordar a ganância e as implicações históricas desta ação nos homens. Em toda a história, um elemento químico muito raro na crosta terrestre despertou o desejo, a ganância e a ambição nos homens, sentimentos estes, altamente destrutivos o qual mesmo presentes em nós, o combatemos o tempo todo e basta um pequeno gatilho para nos cegar e ficarmos a mercê de seus danos. Trata-se do OURO, um metal muito bonito brilhante, ao qual atribuímos grande valor. Até 2.600 a.C só conhecíamos 9 elementos (Mercúrio, Ferro, Cobre, Estanho, Prata, Chumbo, Enxofre e Carbono), e entre eles estava o cobiçado Aurum (do latim, brilhante). A raridade desse metal, fica melhor expressa quando calculamos que para obter 1 quilo deste metal é necessário prospectar 200 milhões de quilos de terra. A ductibilidade deste metal, outra característica importante, é muito favorável para itens de ourivesaria (jóias em geral). O Ouro também é um excelente condutor de eletricidade, os conectores (plugs e jack) revestidos com uma fina camada de ouro permitem melhor transmissão com menor resistividade, além de evitar a oxidação. Mas nenhuma característica é mais valorosa que a beleza, grande atrativo para o olhar humano. Quando encontrado puro é designado 24 quilates, mas para melhor manipulá-lo geralmente se mistura ele com outro metais, sendo assim, tem o ouro branco (ouro + 20 a 50% de níquel), 12 quilates (12 gr de ouro + 12 gr de prata ou cobre) e 18 quilates (18 gr de ouro + 6 gr de prata ou cobre). Em virtude de sua preciosidade, na história há diversas histórias que relatam achados falsos, vendas estelionatárias, lendas e trapaças despertadas pela cobiça deste metal. As mais conhecidas tratam do surgimento da química na antiguidade, através de sua predecessora, a Alquimia (Al-khen, do árabe) e a fabulosa busca da transmutação de metais inferiores em ouro através do mito da chamada "Pedra Filosofal". Mas nem tudo que reluz é ouro e nas narrativas literárias, muito se utiliza o chamado "OURO DE TOLO" ou "OURO DE GATO", que existe sim e foi a causa de muitas frustrações de expectativas de riqueza em diversas ocasiões. Trata-se de um mineral chamado Pirita (Dissulfeto de Ferro FeS2), cuja imagem ilustra este artigo, e possui um brilho muito atrativo, tal como o do ouro, mas não é ouro. O "Ouro de Tolo" ocasionou diversos episódios históricos, onde o desfecho foi apenas frustração e destaco o ocorrido em San Francisco, na Califórnia, em 1849, na chamada "corrida do ouro" dentro da expansão das 13 colônias estadunidenses para o oeste em direção ao Oceano Pacífico, onde diversos achados tratavam-se apenas de "ouro de tolo". O capitão John Smith, celebridade histórica por seu enlace com Pocahontas, enviou um carregamento inteiro de "ouro de tolo" da Virgínia para a Inglaterra. Nos Jogos Olímpicos vemos os atletas, em um gesto eufórico, mordendo as medalhas, mas tirando a brincadeira, trata-se de uma forma de verificar a autenticidade do metal, pelo ouro ser maleável e ficando as marcas de dente. O derradeiro teste de autenticidade e pureza na liga, se faz pela passagem de corrente elétrica.

Ivan, o Terrível e a Basílica
...e já foi o porão!