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Chimarrão: boas notícias

Chimarrão: boas notícias

O hábito do chimarrão periodicamente retorna à mídia. E as notícias se alternam, as boas-novas e as informações preocupantes. Nesta última categoria está a associação entre chimarrão e câncer de esôfago, uma neoplasia que, inclusive no Rio Grande do Sul, não é rara. A causa mais óbvia para isso é a alta temperatura do mate (cerca de 70ºC). Se a gente colocasse a mão em água com essa temperatura, sentiríamos dor, mas o esôfago é um órgão relativamente insensível e, para seu azar (e nosso), não se queixa. Também existe a possibilidade, levantada por um estudo do pesquisador Renato Fagundes (UFRGS) e publicado na revista científica norte-americana Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, de que substâncias presentes na bebida possam estar associadas à doença.
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Agora, a boa notícia, que também vem de um trabalho científico, conduzido pelo pesquisador Edson Luiz da Silva na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O consumo diário, regular, de chimarrão pode reduzir os níveis do chamado colesterol ruim (LDL) e elevar o colesterol bom (HDL). A hipótese é de que componentes da erva-mate diminuam a absorção intestinal do colesterol da dieta e reduzam a produção de colesterol pelo próprio organismo. Nas pessoas que tomavam chimarrão, em 40 dias o colesterol ruim diminuiu em até 17,7 mg; o colesterol bom aumentou em até 2,8 mg. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada miligrama de queda da taxa sanguínea do colesterol ruim, o risco de doença cardiovascular cai 1%. Já o aumento de 1 mg na taxa de colesterol bom reduz o risco em 3%. Os estudos prosseguem, inclusive no Instituto de Cardiologia, a cargo das doutoras Lucia Pellanda e Vera Portal e das nutricionistas Bruna Ponti e Denise Zaffari, e os resultados devem sair ainda em 2009.
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Pergunta: o que fazer para ficar com os benefícios (psicológicos, inclusive) do chimarrão, diminuindo ao mesmo tempo os riscos? Primeira medida: evitar os hábitos que também causam câncer de esôfago, o mais nocivo dos quais é o cigarro. Como diz o dr. Fagundes, quem toma chimarrão e fuma corre um risco maior de câncer de esôfago. Outra ameaça é representada pelo álcool, que deve ser evitado. E finalmente temos a questão da alta temperatura. Veteranos gaúchos já estão aconselhando diminuir um pouco o calor da água, mostrando que, afinal, não se trata de heresia: nada impede que o “velho mate carinhoso”, dos versos do saudoso Jayme Caetano Braun, se adapte às novas realidades.

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