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A falta de filtros na argumentação

A falta de filtros na argumentação

Abrir um periódico eletrônico ou impresso nos dias de hoje é adentrar em uma selva  com grande grau de periculosidade. Explico, utilizando uma notícia que eu li dias atrás, onde um apresentador de um programa televisivo, conceitualmente tachado de popular, anunciava sua filiação partidária e não descartando sua candidatura a prefeito de uma das principais cidades do país. Até este presente momento a notícia nada tem de anormal, dentro de nossa sociedade acostumada a eleger cantores, atletas e até literalmente “palhaços” para desempenhar funções públicas e nesse quadro,  apresentadores de televisão podem exercer sua cidadania e também querer mostrar seus “serviços” a sociedade. 

Tal apresentador faz parte de uma horda direitista extrema, que também não é benéfica em nada para nossa nação. Junto a ele reúne-se líderes religiosos, jornalistas e políticos que resumem sua solução em vociferar por mais cadeias em detrimento de outras soluções para velhos problemas conhecidos de nossa sociedade. Mas infelizmente, estes pontos de vista, municiados por discursos falaciosos e cheio de sofismas, que literalmente berrados no mais alto volume em meios de comunicação, invocando pensamentos sexistas, racistas e totalitários, acabam gerando uma influência extremamente danosa e com consequências sociais nada agradáveis, como a história já nos mostrou. O ápice destes discursos verborrágicos  que inibe qualquer oportunidade de argumentações contrárias é apelar para Deus e ponto final.

Os seguidores destes formadores de opinião, que possuem este modus operandi se alastram pelo principal canal de comunicação onde este tipo de pensamento flui com maior facilidade: A internet.  Lugar onde frases prontas e onde todo mundo é super-herói. Os discípulos fazem algo parecido com seus mestres.  A diferença é que na internet, por sermos um povo espirituoso, o ponto de fuga, geralmente é esconder tais pensamentos utilizando-se o humor. Logo, todo ato preconceituoso, pode estar disfarçado pelo humor, a chamada zueira. Nunca se sabe a real intenção de uma brincadeira.

Mas o paraíso de absurdos é encontrado nos comentários, onde o poder de argumentação, geralmente,  é reduzido a zero e sobra bate-bocas inúteis e nada proveitosos.

Os filtros que devemos utilizar nas conversas convencionais evitando a proliferação de fofocas e inferências e, ensinadas pelo grande filósofo Sócrates, mais do que nunca são necessários entrar nesta etiqueta de comunicar-se no seu dia a dia também na internet e para funcionar, devemos sempre fazer as seguintes perguntas, antes de comentar, compartilhar e nas conversas virtuais: Tenho certeza que é verdade? É Bom para o outro? E será útil?. Se o que você queria comentar ou compartilhar não passar por estes 3 filtros, faça um favor a si mesmo e a sociedade, mas cale-se. Além da lógica socrática,em caso de argumentações com propósitos de contribuir, também aplica-se as infagações de J.R Whitaker Penteado ao se emitir suas opiniões que é: A minha argumentação é construtiva em sua finalidade? É cooperativa em espírito? Será socialmente útil? Se caso seus comentários ou compartilhamentos também não passar por estes filtros, guarde suas opiniões pessoais  para si mesmo e não contribua para criar uma cena de quanto pior melhor a endossar os discursos capciosos de falastrões fascistas recalcados de plantão loucos para ver o circo pegar fogo e curtir de camarote a vista do pobre palhaço morrendo carbonizado. Fica a dica.

Mais um partido?
Poupar? Pra quê...

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