sábado , 2 março 2024 - 19:03
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Juvenal…

Essa vem a calhar com o clima mundial de rescessão que estamos prestes a enfrentar:

Juvenal estava desempregado há meses. Com a resistência que só os brasileiros tem, o Juvenal foi tentar mais um emprego em mais uma entrevista. Ao chegar no escritório, o entrevistador, depois de uma série de questionamentos, lhe perguntou:
– Qual foi seu último salário?
– “Salário mínimo”, respondeu Juvenal.
– Jura? – Que carro o Sr. tem?
– Na verdade, agora eu só tenho um carrinho pra vender pipoca na rua e um carrinho de mão!
– Pois se o senhor trabalhar conosco ganhará um Audi para você e uma BMW para sua esposa! Tudo zero!
– Jura?
– O senhor viaja muito para o exterior?
– O mais longe que fui foi pra Belo Horizonte, visitar uns parentes …
– Pois se o senhor trabalhar aqui viajará pelo menos 10 vezes por ano, para Londres, Paris, Roma, Mônaco, Nova Iorque, etc.
– Jura?
– E lhe digo mais… O emprego é quase seu. Só não lhe confirmo agora porque tenho que falar com meu gerente. Mas é praticamente garantido. Se até amanhã (sexta-feira) à meia-noite o senhor NÃO receber um telegrama nosso cancelando, pode vir trabalhar na segunda-feira.

Juvenal saiu do escritório radiante. Agora era só esperar até a meia-noite da sexta-feira e rezar para que não aparecesse nenhum maldito telegrama.
– Pois se o Sr. for contratado ganhará 10 mil dólares por mês! Acredite.

Sexta-feira mais feliz não poderia haver! E Juvenal reuniu a família e contou as boas novas. Convocou o bairro todo para uma churrascada comemorativa a base de muita música. Sexta de tarde já tinha um barril de chopp aberto. Às 9 horas da noite a festa fervia. A banda tocava, o povo dançava, a bebida rolava solta. Dez horas e a mulher de Juvenal aflita, achava tudo um exagero. A vizinha gostosa, interesseira, já se jogava pra perto do Juvenal. E a banda tocava! E o chopp gelado rolava! O povo dançava! Onze horas, Juvenal já era o rei do bairro. Gastaria horrores para o bairro encher a pança. Tudo por conta do primeiro salário. E a mulher resignada, meio aflita, meio alegre, meio boba, meio assustada. Onze horas e cinqüenta e oito minutos… Vira na esquina buzinando uma motoca amarela… Daquelas do Correio! A festa parou! A banda calou! A tuba engasgou! E a moto, chegando… Meu Deus, e agora? Quem pagará a conta da festa?
– Coitado do Juvenal! – Era a frase mais ouvida.

A mulher do Juvenal desmaiou! A motoca parou!

– Senhor Juvenal Batista Romano Barbieri? – Si, si, sim, so, so, sou eu… A multidão não resistiu… OOOOOHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!

– Telegrama para o senhor… Juvenal não acreditava… Pegou o telegrama, com os olhos cheios d’água, ergueu a cabeça e olhou para todos. Silêncio total. Respirou fundo e abriu o telegrama. Uma lágrima rolou, molhando o envelope. Olhou de novo para o povo e a consternação era geral. Tirou o telegrama do envelope, abriu e começou a ler. O povo em silêncio aguardava a notícia e se perguntava:- E agora? Quem vai pagar essa festa toda? Juvenal recomeçou a ler, levantou os olhos e olhou mais uma vez para o povo que o encarava… Então, Juvenal abriu um largo sorriso, deu um berro triunfal e começou a gritar eufórico…

– Mamãe morreeeeuuu! Mamãe morreeeeuuu!!!!!!! – e ria adoidado…!

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Sobre o portal

Desde 2008 mantenho este portal, que iniciou sendo um disseminador de informações e artigos voltados a área da mecânica e com o passar do tempo alterou seu formato diversas vezes, tornando-se uma plataforma educacional flexível  com ênfases em História (Que é a minha paixão) e trabalhos desenvolvidos na ampliação da cultura Maker no Brasil.

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